05/02/2026 16h03 - Atualizado em 05/02/2026 16h04

Primeira estimativa oficial de safra 2026 indica crescimento da produção de café no Espírito Santo

Foto: Asscom/Seag

O primeiro levantamento da safra de café 2026 no Espírito Santo aponta um cenário positivo para a cafeicultura capixaba. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total estimada é de 19 milhões de sacas, o que representa crescimento de 9% em relação à safra 2025. Os dados, que refletem as condições iniciais observadas em campo, ainda poderão ser ajustados ao longo do ciclo produtivo.

O desempenho é sustentado principalmente pelo café conilon, cultura na qual o Espírito Santo mantém posição de liderança nacional, e pela recuperação expressiva do café arábica, que volta a apresentar avanço produtivo após um ciclo de bienalidade negativa em 2025.

Na avaliação do secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, os números devem ser analisados com cautela e visão estratégica. “Esta é a primeira estimativa da safra 2026 e, como ocorre todos os anos, os dados podem ser ajustados ao longo do ciclo produtivo. Ainda assim, o levantamento já sinaliza um cenário consistente, com bons indicadores de produtividade e área, em um contexto de mercado que segue atento à oferta, aos preços e às condições climáticas”, destaca.

Café Conilon

A produção de café conilon no Espírito Santo está estimada em 14,9 milhões de sacas, o que corresponde a 67% da produção nacional da variedade. O volume representa crescimento de 5% em relação à safra 2025. A produtividade média é estimada em 55,2 sacas por hectare, com leve aumento frente ao ciclo anterior, enquanto a área cultivada deve alcançar 269,4 mil hectares, o equivalente a 70% da área nacional, refletindo expansão da base produtiva e consolidação tecnológica da cultura no Estado.

Café Arábica

Para o café arábica, a estimativa indica produção de 4,2 milhões de sacas, o que representa alta de 26,5% em comparação a 2025. O avanço está associado principalmente à recuperação da produtividade, estimada em 32,6 sacas por hectare, após um ano marcado pela bienalidade negativa. A área cultivada também apresenta crescimento, alcançando 127,5 mil hectares, mantendo o Espírito Santo como o terceiro maior produtor em área de café arábica do país.

A estimativa reforça a relevância estratégica da cafeicultura para o Espírito Santo, tanto do ponto de vista econômico quanto da segurança da oferta nacional, e servirá como base para o monitoramento técnico da safra ao longo de 2026.

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